Tamo aí na atividade

Keep Walking

Esta é a primeira vez, desde abril de 2004, que posso dizer que “estou criando um novo blog”. O Velho do Farol nasceu no Blogspot, cresceu e apareceu. Fiz boas amizades virtuais, que perduram até hoje. O blog mudou de nome para “Mirante”, depois voltou ao nome antigo, foi para um domínio próprio, saiu do ar por falta de pagamento, e finalmente achou seu porto final no serviço gratuito do WordPress.

Eu estava tuitando freneticamente na época em que ele saiu do ar, então não me incomodei muito, mas depois percebi que, sim, escrevi uns textos bem legais, viu? E seria bom têlos de novo disponíveis.

A idéia de um blog sobre a “Vida Offline” surgiu há muito tempo, bem antes da mamãe ficar doente. Eu já estava de saco cheio de me pautar pelas discussões da blogolândia. Eu queria, metaforicamente, respirar ar puro, ir para a rua, ver o que estava acontecendo.

Não cedi à tentação de matar o Velho do Farol na época em que mamãe morreu. Seria um gesto por demais melodramático.

Esses dias, fiz uma pausa forçada por uma terrível crise depressiva (tenho transtorno bipolar há dez anos). Fiquei um mês numa clínica, dei meu computador para um primo, e estou, para todos os efeitos, offline. Uma situação que me empurra para falar da vida “real”.

Será está a tônica dos posts, então: a vida além da tela do computador.

Os que já acompanham o Velho do Farol pelo feed não precisarão fazer nada, já que o endereço continua o mesmo.

Sejam todos bem vindos.

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Sobre Marcus Pessoa

Alguém em busca de mais vida offline.
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6 respostas para Tamo aí na atividade

  1. Catatau disse:

    Legal a idéia do novo blog, parece um exercício muito interessante e faz lembrar para que serve (ou deve servir) a vida virtual.

    Como dizia Hakim Bey, é grande a tentação de uma zumbilândia cibernética, a transformação da Rede em fim (não mais em meio). E por outro lado, Azeredos da vida querem reduzir a vida virtual a uma espécie de alongamento da vida exterior.

    Nem um nem outro, aí está a beleza da Web: criar na realidade relações hipertextuais (rizomáticas?). Por isso a idéia de uma vida offline numa vida online parece algo de saída interessante.

  2. Lucia Malla disse:

    Estarei por aqui, online, acompanhando sua trajetória offline.

    Bom retorno. :)

  3. sub rosa disse:

    Marcus, como vc já deve ter observado, eu estava lendo o inbox do gmail, a partir da correspondência mais recente.
    Então, só agora cheguei a esse post:
    Força, querido, como se diz por aqui: força e luz!:-)
    Você tem um dos melhores textos entre todos os que tenho lido. E inclua nisso -imodéstia à parte – o tempo e a qualidade.
    Way to go!
    bjs

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